Brasil promove campanha de multivacinação para indígenas em todo o país

20/04/2018

O Ministério da Saúde começa, a partir deste sábado (21), a vacinar os 115 mil indígenas que vivem aldeados em todas as regiões do Brasil. A 12ª edição do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI), levará às áreas indígenas, especialmente as de difícil acesso e com baixas coberturas vacinais, todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas. O lançamento ocorre sábado (21/4) na Aldeia Praia de Almofala, no município de Itarema (CE) e conta com a presença do secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini, além de autoridades locais.

A Campanha de Multivacinação é realizada pelo Ministério da Saúde e integra a Semana Mundial de Vacinação, organizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS∕OMS). A campanha se estende até 20 de maio, abrange 1.012 comunidades e 138 etnias indígenas. Estarão envolvidos na ação mais de dois mil profissionais que compõem as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), inclusive Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN). A logística dessa vacinação é diferenciada, levando em consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte das equipes e insumos até as aldeias, seja por carro, barco, helicóptero ou avião.

Em março deste ano, profissionais dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) estiveram reunidos em Brasília para avaliar as ações realizadas em 2017. Também foi feito um planejamento de atividades para a edição 2018, com o objetivo de aprimorar as ações de imunização e vigilância epidemiológica das doenças imunopreveníveis nas áreas indígenas.

A vacinação indígena é uma ação universal, que abrange todos os DSEIs brasileiros e transversal, já que acompanha o ciclo de vida do indivíduo. É uma ação complexa por diversos fatores: como a diversidade cultural, dispersão geográfica, rotatividade dos recursos humanos contratados, dificuldade na coleta, registro e análise dos dados e a necessidade de acondicionamento, conservação e transporte dos imunobiológicos em condições especiais.

Com informações do Ministério da Saúde do Brasil.

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