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70ª ASSEMBLEIA MUNDIAL DA SAÚDE - DIA 4

25/05/2017 | Fonte: ISAGS - Autor: Manoel Giffoni
No quarto dia de conferência, o destaque foi a reunião do Grupo das Américas (GRUA)

O quarto dia da Assembleia Mundial da Saúde começou com a reunião do Grupo das Américas (GRUA), que reúne os 33 países dos Estados Americanos, e que foi presidida pelo representante do Brasil, o embaixador Guilherme Patriota. A reunião tem como objetivo coordenar as posições dos países da região, rever a agenda e compartilhar informações. Na ocasião, por exemplo, a diretora da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Carina Etienne, falou sobre o tema da febre amarela e como é trabalhar com o Brasil para mitigar os riscos de uma epidemia de caráter urbano.

O dia também marcou o início dos trabalhos na Comissão B, uma das áreas na qual as propostas são discutidas na reunião. O primeiro assunto da comissão foi o estado de saúde da Palestina e as áreas ocupadas, e depois questões relacionadas com o financiamento da Organização Mundial de Saúde.

Enquanto isso, na Comissão A, a situação mundial da poliomielite foi discutida, incluindo casos de escassez de vacinas e as lacunas de financiamento que podem ocorrer se o programa de erradicação da doença for interrompido.

Foi apresentado um relatório sobre a situação global da poliomielite, com avanços significativos no sentido da erradicação prevista para 2020. Em 2016, foram notificados no mundo 37 casos de poliomielite paralítica ocasionada por "polio virus selvagens", em comparação com os 74 notificados em 2015. Todos estes casos se notificaram no Paquistão, Afeganistão e Nigéria, e foram causados por polio vírus selvagens de tipo 1. Em 2017, até a data de 8 de fevereiro havia sido notificado um caso de poliomielite por polio vírus salvagem. Também em 2016, foram notificados três casos ocasionados por polio vírus circulantes de tipo 1 de origem vacinária na República Democrática do Lao, frente aos 32 casos por polio vírus circulantes de origem vacinária notificados por sete países em 2015.

Na sessão, Canadá interveio em nome de todos os países das Américas e da União Europeia, incluindo um total de 77. No comunicado, os responsáveis pelo Programa acolheram as imensas conquistas, mas, ao mesmo tempo lamentaram a não conformidade com o desafio de eliminar a versão silvestre da doença até 2016. "Casos recentes na Nigéria mostram resistência do vírus e o papel primordial dos sistemas de saúde fortes é a vigilância e capacidade de resposta", disse o representante do país. Também é recomendado trabalhar com iniciativas como o GAVI e fabricantes de vacinas para minimizar a escassez de vacina contra a poliomielite inativada, o que tem impedido a introdução da vacina globalmente.

Outra questão discutida foi uma atualização do Marco de Preparação para a Pandemia de Influenza. O representante do Paraguai manifestou o seu entendimento de que depois de cinco anos, há "a necessidade de melhorar os mecanismos para a comunicação dos resultados da sua aplicação" também para fortalecer "as capacidades de vigilância de laboratórios." Por outro lado, ele disse que é importante reforçar as estratégias regionais para o intercâmbio de materiais biológicos.

A Comissão discutiu também os resultados de um relatório da Comissão de Alto Nível de Trabalho em Saúde e Crescimento Econômico, que foi mandatada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2016. Com base nas conclusões do relatório, o 140º Comitê Executivo solicitou ao Diretor-Geral da OMS a criação de um plano de ação de cinco anos sobre Recursos Humanos para a Saúde.

O delegado da Argentina disse que seu país apoiava os pontos mencionados no Plano, em particular, "a criação da Rede Global de Pessoal de Saúde, coordenada pela OMS, que é um mecanismo de conexão transversal", acrescentando que reconhece a influência dos trabalhadores de saúde para atingir todo o Desenvolvimento Sustentável do Milênio.

Amanhã, entre os itens da pauta, se destaca a continuação do debate sobre a resistência antimicrobiana, a implementação do Regulamento Sanitário Internacional e a resolução sobre a promoção da saúde de refugiados e migrantes. Os dois últimos estão sendo aplicados através de reuniões de consultas informais.

Além disso, vários prémios serão entregues numa sessão solene no plenário, para uma ou mais pessoas, instituições ou organizações não-governamentais para o seu trabalho inovador no desenvolvimento da saúde.

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