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ONU e Harvard firmam parceria para realizar pesquisa sobre os 30 anos do SUS no Brasil

27-07-2017 - AUTOR:

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil firmou uma parceria com a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, para desenvolver estudos sobre os 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). Pesquisas serão concluídas em 2018.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil firmou uma parceria com a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, para desenvolver estudos sobre os 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). Pesquisas serão concluídas em 2018. Em seminário realizado na terça-feira (25), em Brasília, especialistas do organismo internacional, do centro de ensino norte-americano e também de instituições brasileiras discutiram as conquistas, desafios e ameaças ao atendimento público no Brasil.

“Com o estudo, queremos identificar evidências científicas sobre o que o SUS representou e simular cenários levando em conta o contexto político e econômico no Brasil para garantir uma saúde pública de qualidade. Queremos mostrar o que foi o SUS e o que pode ocorrer com o Sistema dependendo dos caminhos que o país adotar”, apontou a pesquisadora de Harvard e coordenadora das pesquisas, Marcia Castro.

A cientista afirmou ainda que, com a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela Assembleia Geral da ONU, “os países estão olhando para o Brasil como um observatório sobre políticas de saúde que deram certo e também as que não deram certo”.

O também coordenador das investigações, Adriano Massuda, disse acreditar que as análises darão visibilidade a “discussões pertinentes para o futuro do sistema de saúde brasileiro em um cenário de crise”.

Agenda 2030 da ONU

A parceria entre a agência regional da ONU e a Universidade de Harvard também visa identificar projeções e políticas para SUS até 2030. Segundo o chefe da Unidade Técnica de Sistemas e Serviços de Saúde da OPAS, Renato Tasca, esse marco temporal foi escolhido por coincidir com o ano-limite para o cumprimento dos ODS.

“Nossa intenção é reunir evidências para subsidiar as decisões dos gestores na superação dos desafios postos ao sistema brasileiro. Vamos promover discussões pontuais, como a sustentabilidade do SUS em diversas perspectivas, reunindo os atores da saúde juntamente com pesquisadores do tema”, explicou o especialista do organismo internacional.

Participaram do seminário membros do Ministério da Saúde, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), da Associação Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).