RESP discute o fortalecimento do ensino em saúde pública na região da UNASUL

20/10/2015 - ISAGS

A Rede de Escolas de Saúde Pública da UNASUL (RESP) realizou do dia 06 a 08 de outubro, no Equador, uma oficina para discussão e elaboração de critérios de qualidade e currículos mínimos comuns em saúde pública para a graduação na região sul-americana.  Representantes de Instituições de Saúde Pública do Bloco, bem como membros da Rede de Escolas Técnicas de Saúde da UNASUL (RETS) e do ISAGS participaram.

 

O evento faz parte do Plano de Trabalho 2015-2016 da Rede, e teve como objetivo tratar de um dos mais importantes desafios atuais para as instituições formadoras e gestoras de recursos humanos em saúde, nos Estados-membros da UNASUL. Países do Bloco apresentaram as suas experiências, e definiram objetivos e metas específicas para a criação de currículos mínimos comuns em saúde pública na região. Os especialistas também avaliaram  o papel da RESP e como a Rede pode contribuir nesse processo. Além disso, apresentaram um panorama da pós-graduação em saúde pública na região.

Rede Nacional de Instituições Formadoras de Saúde Pública do Chile

Representando o Chile, o diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da faculdade chilena, Oscar Arteaga, falou sobre a experiência do país com o tema e apresentou o projeto da Rede Nacional de Instituições Formadoras de Saúde Pública, que vem sendo implementado pelo país desde 2011. “Definimos que os graduados devem ser capazes de avaliar as necessidades de saúde da população de origem de seus pacientes e desenvolver a sua prática profissional de forma proativa, atuando junto ao sistema de saúde existente. Dessa forma, os pacientes serão tratados como parte da comunidade à qual estão integrados”, declarou.

Arteaga também explicou que, através da rede de ensino, foi possível definir pontos comuns da proposta  dos currículos mínimos, que contemplam  todos os cursos universitários de saúde pública,  bem como um documento oficial em favor da saúde como um direito humano fundamental.  Segundo ele, o passo seguinte será encaminhar a proposta  dos currículos mínimos para  a Associação de Faculdades de Medicina chilenas.

Os representantes dos outros países presentes (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela) parabenizaram o Chile pela iniciativa e propuseram um trabalho conjunto, com ações bilaterais e multilaterais. O representante do Ministério da Saúde Pública e Bem-estar Social do Paraguai, César Cabral, disse que a experiência do Chile  deve servir como exemplo para o Bloco. “A construção de uma rede de ensino é a linha de trabalho que deveríamos assumir na plataforma da UNASUL”, destacou Cabral.

Planos da RESP para 2016

Durante o encontro, o representante da Secretaria Executiva da RESP, Frederico da Costa, comunicou a todos sobre o novo portal  trilíngue da Rede. O especialista explicou que o website está em etapa de implementação, e que, até o final do ano, terá uma área para receber informações dos países, além de um espaço  sobre os cursos, que poderá ser acessado via celular e tablet.

Frederico também apresentou o projeto  de um livro  sobre formação em saúde pública para os níveis de graduação e pós-graduação, que terá o apoio do ISAGS, e anunciou a data da 4ª Reunião Ordinária da RESP, que será realizada em 2016, em Lima (Peru).

Também foram definidas no encontro mais duas oficinas para o próximo ano. No primeiro semestre, será realizado no Paraguai um seminário sobre o uso das tecnologias de educação a distância para cursos de formação. Em seguida, no segundo semestre, será realizada no Uruguai, uma oficina sobre currículos mínimos em pós-graduação.

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