Rins fará oficina sobre as redes nacionais de laboratórios da Unasul em abril

14/01/2015 - Tatiana Escanho

Durante a primeira reunião formal do Conselho Consultivo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags), que terminou ontem (08/03) e tem como integrantes membros das cinco Redes e dos Grupos Técnicos (GTs) da Unasul-Saúde, o secretário-executivo da Rede dos Institutos Nacionais de Saúde (Rins), Félix Rosemberg, falou sobre os principais desafios da instituição e do Isags.

“Uma das questões complicadas, para mim, é uma imagem que existe do Brasil ser dominador e imperialista no âmbito da região sul-americana. Então, a gente quer ser o mais democrático possível em termos de participação dos países”, explicou Rosemberg, ressaltando a necessidade de os países integrarem-se para que a saúde na América do Sul tenha os avanços necessários a cada nação e ao bloco como um todo.

A Rins, criada em 2010, vai realizar um encontro, entre os dias 23 e 27/04, no Palácio Itaborahy, em Petrópolis, Rio de Janeiro, informa Rosenberg. A intenção dessa oficina, segundo ele, é que, “a partir de uma discussão sobre a organização, em cada um dos países, das redes nacionais de laboratórios, no contexto dos Institutos Nacionais de Saúde, os profissionais saiam estimulados a pensarem sobre um plano de cooperação”.

“Pretendemos pegar todos os aspectos, desde os mais amplos, como o papel dos laboratórios nos institutos e no contexto da Unasul, ao papel dos laboratórios no contexto da vigilância”, antecipa. Rosemberg acrescentou que, durante da Reunião Conselho Consultivo do Isags, surgiu a ideia de convidar o coordenador do GT de Vigilância e Resposta em Saúde, Ivan Allende, do Paraguai, para realizar uma apresentação durante a oficina da rede.

Discussões sobre como se organiza uma rede; questões política-organizacionais, de orientação da rede; e sobre os tipos de redes de laboratórios existentes estarão no foco da oficina que, para ele, terá o compartilhamento de “experiências que serão úteis para todos”. “A Administración Nacional de Laboratorios e Institutos de Salud (Anlis), da Argentina, tem destaque na investigação; o Instituto Nacional de Salud, do Peru, tem um excelentíssimo instituto de controle de alimentos; a Colômbia tem um instituto com papel importante na Vigilância Epidemiológica; o Chile tem alguma atuação também em Vigilância Sanitária e produtos. Esses países têm uma participação ativa. Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Suriname e Guiana vão demandar mais apoio e a Venezuela tem participado pouco”, disse. Rosemberg ressaltou o papel importantíssimo da Fundação Oswaldo Cruz, do Brasil na troca de experiências.

Rosenberg explicou que é difícil obter uma participação igualitária, mas que há o desejo de fazer a transmissão de experiências dos países que têm mais aos que têm menos. “Essa vai ser uma questão prática de organização política das reuniões: que não se confunda uma maior presença com uma maior dominação”, concluiu.

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