Rins fará seminários para estruturar Rede Nacional de Laboratórios e Programa Regional de Avaliação de Tecnologias em Saúde

27/01/2015 - Tatiana Escanho e Edmilson Silva

A Rede dos Institutos Nacionais de Saúde (Rins) decidiu, na manhã deste sábado (19/11), no Rio de Janeiro, realizar dois seminários específicos para discutir e definir a estrutura da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde, e criar um Programa Regional de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Esses são dois dos 35 projetos que constam no Plano Estratégico da Rins, elaborado em 2010. Os seminários serão realizados, a princípio, em março e setembro do ano que vem. O primeiro no Brasil e o segundo em outro país-membro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) a ser definido.

Do evento final da Oficina sobre Vigilância em Saúde, que reuniu representantes dos 12 países da Unasul, participaram profissionais da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Suriname. Os integrantes da Rins também decidiram criar um plano de comunicação e monitoramento dos avanços dos projetos, e debateram questões internas com vistas aos ajustes para o funcionamento adequado da rede. Para o Secretário-Executivo da Rins e um dos coordenadores da reunião, Félix Rosemberg, é necessário criar “apoio múltiplo para melhorar nossas estruturas de saúde. Esse é o principal objetivo dos projetos bi e multilaterais”.

A Rins é uma das cinco redes estruturantes do Pro-Insituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pro-Isags). As outras são as Escolas de Saúde Pública (Resp), Escolas Técnicas em Saúde (Rets), Institutos Nacionais de Câncer (Rinc) e Oficinas de Relações Internacionais em Saúde (Oris).

Coordenados também por Percy Minaya e César Cabezas, os integrantes da Rins decidiram, ainda, que vão fazer um levantamento sobre o estado da arte da qualidade em prevenção, diagnóstico e tratamento da dengue, uma doença que afeta bastante as populações da América do Sul. Após validação pela Secretaria Executiva , o formulário será encaminhado aos especialistas dos países na primeira semana de janeiro de 2012.

Rosenberg diz que a finalidade da realização desses levantamentos é conhecer a realidade dos laboratórios para que se possa fazer valer uma das principais características do trabalho em rede, a solidariedade. “Com base nas informações obtidas, podemos saber quais são os países mais desiguais e os que devem ser apoiados”, observou. Segundo ele, “o importante é que sejamos um conjunto de órgãos solidários”.

Diretora da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública da Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde da Argentina (ANLIS), Mirta Carlomagno, acrescentou que o MERCOSUL possui uma lista dos laboratórios de referencia e seria melhor acrescentar os países da Unasul que não constam na pesquisa. Segundo ela, seria uma forma de somar esforços e não duplicar. Para Percy Minaya, é necessário alinhar os planos de ação da Rede Sul-Americana de Laboratórios e da Rins/Unasul. Acima de tudo, frisou Cabezas, “é importante que os planos sejam executáveis”.

A questão dos recursos humanos também é tema de um dos macroprojetos do Plano Quinquenal da Rins. Os integrantes da rede decidiram que é indispensável manter e fortalecer a cooperação bilateral existente, com vistas à criação e ao fortalecimento das escolas técnicas. A cooperação bilateral, entretanto, frisaram os integrantes da Rins, será avaliada sempre com a preocupação de educar e capacitar os trabalhadores de saúde da região sul-americana. Mirta acrescentou que “as Redes se fazem com pessoas. Não adianta ter diversos acordos escritos se não há profissionais para executá-los”.

Representante do Equador, Gregorio Montalvo chamou a atenção para as interferências de continuidade provocadas no andamento das atividades da Rins pelas mudanças internas nos institutos nacionais de saúde. Villacis defendeu que apenas um técnico seja indicado para participar das reuniões, de forma a evitar a descontinuidade das ações decididas durante os fóruns. Villacis obteve apoio de Mirta. Para ela, é preciso nominar as pessoas responsáveis pelos projetos que se quer levar adiante e não apenas citar o país.

O encontro da Rins terminou com os integrantes tendo definido uma agenda, cujas tarefas seguiram o que Villacis e Mirta propuseram: cada uma delas estava designada a alguém e com prazo estipulado.

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